vrijdag 26 juni 2009

play me a sad song cause that's what i want to hear

já tô melhor, obrigada.

essas meninas são fofura em estado bruto.

donderdag 25 juni 2009

tem dias em que não me aguento

preciso ir pra casa, baixar wilco, assistir scrubs e ler milan kundera.

ou é isso ou são remédios pra dormir. ou apagar cigarros no braço.

woensdag 24 juni 2009

milagre

consideremos então, a partir de agora, como "milagre" o que acaba de ocorrer há poucos metros daqui. uma conversa de algumas horas com um amigo muito querido, que eu não via há muito tempo, que não sei como descrever melhor do que "parteira de idéias". idéias esclarecedoras a respeito da minha vida e de eventos que aconteceram nos últimos dias - tão cristalinas, tão claras, que me fazem ter vontade de anotá-las e me dão a sensação de que no fim nem tudo é tão complicado quanto parece.

e, sem nenhum pedantismo, com os olhos brilhando do jeito que brilham quando ele fala de coisas pelas quais é muito apaixonado (e, acredutem, paixão sincera, eu juro, não é tão fácil de achar assim nas pessoas), ele me convenceu de que eu preciso, eu absolutamente PRECISO, ler "em busca do tempo perdido", de proust, 7 volumes de puro êxtase em forma de palavras. pois bem, sorte minha, pois já tenho eu um novo projeto de vida que pode dar muito mais sentido à minha existência.

beleza. boa noite.

(acabo de receber o convite de aniversário mais engraçado de todos os tempo. reproduzirei no blog, mais adiante).

woensdag 17 juni 2009

a beleza vicia

porque as rugas em volta dos seus olhos, elas conversam comigo.
elas dizem: cecília, a beleza vicia; a beleza vicia e você acaba de cair na armadilha.

tenho crises de abstinência de seu cabelo castanho,
e vontade de comer sua cara quando te vejo dormindo.

woensdag 10 juni 2009

Urgente e importante: tropa de choque na USP

Prezados colegas,


Eu nunca utilizei essa lista para outro propósito que não informes sobre o que acontece no Co (transmitindo as pautas antes da reunião e depois enviando relatos). Essa lista esteve desativada desde a última reunião do Co porque o servidor na qual ela estava instalada teve problemas e, com a greve, não podia ser reparado.

Dada a urgência dos atuais acontecimentos, consegui resgatar os emails e criar uma lista emergencial em outro servidor. O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.

Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes. Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.


Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de "efeito moral" porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.


Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado).

Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.

A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira), autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário.

Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais.

Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.


Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Universidade de São Paulo"

zaterdag 6 juni 2009

saudade

é a palavra do dia.

e dizem que só existe em português :(.

"HOLD STILL", I TOLD YOU

but you moved.
no you're gone.

hold still - uma das músicas mais lindas do cd novo do jarvis cocker, recomendo imensamente.
chega de relembrar. quer só coisas novas pra este sábado.

The train was leaving in ten minutes or so
Struggling with the suitcases I did not see you go
My heart stopped beating and I felt my blood run cold

"Hold still" I told you but you moved
Now you're gone, I can't find you growing
Yeah, we are growing but why bother?
When you can hover


On your knees and behold the might of the master
Eyes explode at the very sight of the master
We're cosmic dust but you're everything to me

Like a single parent at the fair
And you're spinning above me
Spinning
You're moving fast but you're going nowhere
Yeah, baby that's the way

On your knees and behold the might of the master
Eyes explode at the very sight of the master
Kittens are cute but a full grown cat can be cuter
I'm alive but I plan to die in the future
Hold still, hold still, hold still

We're cosmic dust but you're everything to me

pieces of what doesn't matter anymore

vontade insuportável de viajar. tô ouvindo mgmt depois de um tempão, coisa perigosa.

quero pegar um avião. tá dando até vontade de chorar. hoje sonhei que estava na holanda.

saco.







adam green e MGMT em budapeste, the national e MGMT no TIM, QOTSA em hamburgo.
meus TOP 5 shows no ano passado. e olha que foi dificil decicir.

tô achando que esse ano não vou conseguir fazer nem a porra de um TOP 3. ô aninho miado de promessa de show, viu! the kooks? fala sério.

donderdag 4 juni 2009

even fallen in love with someone

you shouldn't've fallen in love with?

:o(

greve na usp

greve dos professores começou hoje. tá a maior confusão na usp, mas é difícil saber o que acontece de verdade. as informações, de onde quer que venham, são parciais e mesmo pra quem estuda lá é muito difícil saber o que pensar. mas de fora é tudo igual ao de sempre, igual às greves que enfrentei na unesp, funcionários e professores querem ajuste salarial; reitoria não quer negociar; funcionários, alunos e professores invadem espaços da universidade etc etc etc.

mas sinceramente acho muito difícil que as reivindicações dos funcionários, que estão em greve há quase um mês, não sejam legítimas. ouvi dizer que eles entraram em greve dia 5 de maio, e foram recebidos pela reitoria só no dia 18. seja qual for a reivindicação, é um descaso tremendo.

e a gente segue, sem biblioteca, sem bandejão e sem papel higiênico.

só que o agravante, tremendo agravante, é que a tropa de choque da polícia entrou na usp na calada da noite pra reprimir os piquetes que estavam sendo feitos para evitar a entrada no prédio da reitoria. e, pelo que eu li no jornal do campus, a última vez que a polícia entrou no campus foi há 30 anos atrás, pra reprimir uma greve em plena ditadura militar. se eu for assaltada ou estuprada dentro do campus, a polícia não pode entrar lá - há a segurança interna do campus que teoricamente tem que dar conta de manter a ordem. mas pra evitar piquete, a reitora chama a polícia.

prato cheio pra que de um lado gritarem que voltamos à ditadura, e de outro, gritarem coisas do tipo "é isso aí, tem que prender esse bando de baderneiro". porque ouvi isso pelos corredores da FFLECH, quem diria.

eu devia pelo menos procurar saber o que acontece pra não ser massa de manobra, não aderir a uma greve desnecessária mas não ficar de uma manifestação legítima... mas eu acordei as 7h da manhã hoje e fiquei 3 horas, REPITO, 3 HORAS no caminho cinemateca-usp. não consigo. não dá. infelizmente, não dá.

we're cosmic dust

but you're everything to me

(bela frase, jarvis)