greve dos professores começou hoje. tá a maior confusão na usp, mas é difícil saber o que acontece de verdade. as informações, de onde quer que venham, são parciais e mesmo pra quem estuda lá é muito difícil saber o que pensar. mas de fora é tudo igual ao de sempre, igual às greves que enfrentei na unesp, funcionários e professores querem ajuste salarial; reitoria não quer negociar; funcionários, alunos e professores invadem espaços da universidade etc etc etc.
mas sinceramente acho muito difícil que as reivindicações dos funcionários, que estão em greve há quase um mês, não sejam legítimas. ouvi dizer que eles entraram em greve dia 5 de maio, e foram recebidos pela reitoria só no dia 18. seja qual for a reivindicação, é um descaso tremendo.
e a gente segue, sem biblioteca, sem bandejão e sem papel higiênico.
só que o agravante, tremendo agravante, é que a tropa de choque da polícia entrou na usp na calada da noite pra reprimir os piquetes que estavam sendo feitos para evitar a entrada no prédio da reitoria. e, pelo que eu li no jornal do campus, a última vez que a polícia entrou no campus foi há 30 anos atrás, pra reprimir uma greve em plena ditadura militar. se eu for assaltada ou estuprada dentro do campus, a polícia não pode entrar lá - há a segurança interna do campus que teoricamente tem que dar conta de manter a ordem. mas pra evitar piquete, a reitora chama a polícia.
prato cheio pra que de um lado gritarem que voltamos à ditadura, e de outro, gritarem coisas do tipo "é isso aí, tem que prender esse bando de baderneiro". porque ouvi isso pelos corredores da FFLCH, quem diria.
eu devia pelo menos procurar saber o que acontece pra não ser massa de manobra, não aderir a uma greve desnecessária mas não ficar de uma manifestação legítima... mas eu acordei as 7h da manhã hoje e fiquei 3 horas, REPITO, 3 HORAS no caminho cinemateca-usp. não consigo. não dá. infelizmente, não dá.
donderdag 4 juni 2009
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